Como criar um site
para a sua empresa
Atualizado em agosto de 20269 min de leitura
Criar um site para a sua empresa tem sete passos, e só dois deles são técnicos. A maior parte do trabalho é decidir o que a página precisa dizer, e é justamente essa parte que ninguém pode fazer por você.
Este texto tem o passo a passo inteiro, os três caminhos possíveis com preço e contra de cada um, e os erros que obrigam a refazer tudo seis meses depois. Serve tanto para quem vai fazer sozinho quanto para quem vai contratar e quer saber o que está comprando.
Decida isto antes de escolher qualquer ferramenta
Quase todo mundo começa perguntando qual plataforma usar. É a segunda pergunta. A primeira é para que serve o site, e existem três respostas possíveis que levam a projetos diferentes:
- Confirmar que a empresa existe. As pessoas ouvem falar de você e pesquisam o nome antes de mandar mensagem. O site precisa carregar rápido, mostrar o que você faz e ter contato à vista.
- Receber anúncio. Você vai pagar por clique. Aí o site vira uma máquina de conversão e cada elemento dele responde por isso.
- Vender direto. Catálogo, carrinho, pagamento. É outro produto, com outro prazo e outro orçamento.
Escrever a resposta em uma frase, antes de qualquer outra coisa, economiza mais dinheiro que qualquer escolha de ferramenta.
As três formas de colocar um site no ar
Nenhuma das três é errada. Elas servem a momentos diferentes do negócio, e a coluna de contra existe para você reconhecer qual é o seu.
R$ 30 a R$ 90 por mês
1 a 3 dias
Quem precisa existir na internet esta semana e ainda está descobrindo o que o negócio vende.
- No ar no mesmo dia, sem ninguém técnico
- Hospedagem e segurança inclusas
- Você edita o conteúdo sozinho
- Fica preso à plataforma: sair significa refazer
- Carrega mais devagar que um site montado
- Trava quando precisa de algo fora do previsto
R$ 800 a R$ 4.000
1 a 3 semanas
Quem vai publicar conteúdo com frequência e quer autonomia total sobre o material.
- O material é seu e roda em qualquer hospedagem
- Blog pronto para receber texto
- Encontra profissional para mexer em qualquer lugar
- Exige atualização e cuidado com segurança
- Tema comprado deixa o site com cara de tema comprado
- Fica pesado quando se instala plugin demais
A partir de R$ 3.000
2 a 4 semanas
Quem vai colocar dinheiro em anúncio ou depende do site para fechar negócio.
- Carrega rápido, que é o que segura visita paga
- Desenho próprio, sem parecer com o concorrente
- Cresce junto com a operação
- Custa mais na entrada
- Depende de alguém para mudanças estruturais
- Não faz sentido antes de a oferta estar definida
A regra prática: se ainda não existe verba de anúncio e a oferta ainda muda toda semana, comece no construtor. Se o site vai receber tráfego pago ou é o que fecha negócio, o construtor vira o gargalo em poucos meses.
O passo a passo
- Registre o domínio no seu nome. Direto no Registro.br, para .com.br. Use o CNPJ ou o CPF da empresa, nunca o de terceiro. Este passo parece burocracia e é o mais importante da lista.
- Contrate a hospedagem. Também no seu nome, também no seu cartão. Para site de empresa, qualquer plano compartilhado de R$ 20 a R$ 50 por mês aguenta o começo.
- Escreva o conteúdo antes de desenhar. É a inversão que separa site bom de site bonito. Texto pronto molda o desenho; desenho pronto obriga o texto a caber em caixa, e aí ele fica genérico.
- Junte as imagens. Foto real do trabalho, da equipe, do local. Banco de imagem com gente sorrindo em escritório é o que mais rápido faz o site parecer de qualquer um.
- Monte a estrutura. As páginas da próxima seção, com um caminho claro entre elas e um botão de contato que acompanha a leitura.
- Prepare para a busca. Título e descrição próprios por página, endereços legíveis, imagem com texto alternativo e velocidade medida no celular. Não é truque, é higiene.
- Publique e cadastre. Suba o site, ligue o Google Search Console, ligue a medição de visita e cadastre a empresa no Perfil da Empresa no Google. Sem os três, você não saberá se está funcionando.
Depois do ar existe um custo fixo que ninguém conta antes: entre R$ 150 e R$ 400 por mês entre hospedagem, segurança e manutenção, mais o domínio uma vez por ano.
Quais páginas o site precisa ter
Cinco resolvem quase toda empresa de serviço. Mais que isso, no começo, costuma ser página vazia esperando conteúdo que nunca chega:
- Início. O que você faz, para quem, e o contato. Se a pessoa só ler esta, precisa entender o negócio.
- Serviços. Uma página por serviço principal, e não uma lista com tudo. É a página de serviço que ranqueia nas buscas específicas.
- Sobre. Quem está por trás, com foto e nome. É a página que mais converte em serviço de confiança, e a que quase todo mundo trata como obrigação chata.
- Prova. Trabalhos, depoimentos, números. Sem isso o resto é promessa.
- Contato. WhatsApp, telefone e formulário curto. Cada campo a mais no formulário derruba a taxa de preenchimento.
Os cinco erros que obrigam a refazer
- Domínio no nome do fornecedor. Descoberto sempre no pior momento, que é quando você quer trocar de fornecedor. Confira hoje mesmo, é consulta pública no Registro.br.
- Desenhar antes de escrever. Gera site bonito que não diz nada, porque o texto foi escrito para caber num espaço.
- Ignorar o celular. A maior parte da visita chega por telefone. Site que só foi conferido no computador perde essa gente e nem fica sabendo.
- Não instalar medição desde o primeiro dia. Sem dado, seis meses depois você discute achismo. E não dá para medir o passado.
- Publicar e abandonar. Site parado há três anos passa a mesma impressão de loja com a vitrine empoeirada.
Quando fazer sozinho, e quando não
Faça sozinho se: o negócio é novo e a oferta ainda muda, não existe verba de anúncio, e você tem algumas tardes livres. Um construtor bem usado resolve, e o dinheiro economizado vale mais aplicado em descobrir o que vende.
Contrate se: você vai colocar dinheiro em anúncio, o site é o que fecha negócio no seu setor, ou o seu tempo vale mais do que a diferença de preço. Nesse caso o texto sobre quanto custa um site tem as faixas e as seis perguntas para comparar propostas.
Com o site no ar, o passo seguinte é aparecer. O texto sobre como anunciar sua empresa começa pelo que dá para fazer de graça, antes de qualquer verba.
Dúvidas frequentes
Preciso de CNPJ para ter um site?
Não. Domínio .com.br pode ser registrado por CPF, e a maior parte das hospedagens aceita pessoa física. O CNPJ vira necessário para receber pagamento online e para o Perfil da Empresa no Google.
Quanto custa o domínio?
Um .com.br custa cerca de R$ 40 por ano, pago direto no Registro.br. O .com fica por volta de R$ 60. Desconfie de quem cobra muito acima disso: costuma significar que o domínio ficará no nome do fornecedor.
Posso usar só o Instagram em vez de site?
Dá para começar, e muita gente começa. O limite aparece em três lugares: você não aparece na busca do Google, não controla o que a plataforma faz com seu alcance, e não tem para onde mandar quem clica num anúncio.
Quanto tempo leva para o site aparecer no Google?
Para ser encontrado pelo nome da empresa, de dias a duas semanas. Para aparecer em buscas de serviço, de três a seis meses, e isso depende de ter conteúdo que responda essas buscas.
Qual a diferença entre domínio e hospedagem?
Domínio é o endereço, o que a pessoa digita. Hospedagem é o terreno, o computador onde os arquivos ficam. São contratos separados e podem estar em empresas diferentes. Os dois precisam estar no seu nome.
Prefere que a gente faça?
Se depois de ler você concluiu que o caminho é contratar, manda o que o site precisa fazer. A resposta vem com faixa fechada e prazo, sem reunião para isso.
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